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quinta-feira, 3 de maio de 2007

Síntese do episódio de Inês de Castro

1- Tipo de episodio: Lírico
2- Canto: III
3- Plano: História de Portugal
4- Narrador: Vasco da Gama (omnisciente e subjectivo)
5- Argumentos de Inês:
a) Oposição entre a crueldade dos homens e piedade dos animais selvagens pelas crianças (126);
b) Não é humano matar uma donzela inocente (127);
c) Invocação da sua fraqueza da sua inocência e da orfandade dos seus filhos (127);
d) Pedido de clemência (128);
e) Sugestão de exílio na Cítia ou na Líbia ou entre os leões e tigres (129);
6- Evolução psicológica de D. Afonso IV:
1º Determina matar Inês, por causa do murmurar do povo e do filho que não se queria casar com outra (122-123);
2º Fica com piedade, porque viu Inês com as crianças (124);
3º O Rei é persuadido pelo povo com falsas e ferozes razões (124);
4º Queria perdoar-lhe por causa do seu discurso (130);
5º O povo convence o Rei a matá-la, porque assim estava destinado (130);
7- Características da tragédia clássica presentes no episodio de Inês:
a) Personagens de alta estirpe social – “Depois de ser morta foi rainha”
b) Presença de sentimentos de piedade e horror:
“Já movido a piedade”;“horríficos algozes”;“ brutos matadores”;”férvidos e irosos”; "olhos piedosos”.
c) Presença do destino que castiga personagens inocentes: - “Que a fortuna não deixa durar muito…”;”E o seu destino (que desta sorte o quis)”
d) Existência de um ponto culminante
Decisão de matar e morte de Inês (130-132)
e) Existência de um coro que vai comentando as partes mais trágicas.
Comentários do narrador:
“contra uma dama, ó peitos carniceiros, Feros vos amostrais e cavaleiros?”

Trabalho elaborado por:
Samuel Leite - 9º B

quarta-feira, 28 de março de 2007

Características da Tragédia Clássica Presentes no Episódio de Inês de Castro

http://oslusiadas.no.sapo.pt/episodio8.html

http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/portugues/Ines_de_Castro.htm

- Personagens de elevada estirpe social;
"...depois de morta foi rainha."

- Existência de um ponto culminante;
Decisão de matar Inês.

- Presença de sentimentos como o terror e a piedade;
"horríficos algozes", "já movido a piedade", "Ela, com tristes e piedosas vozes...","os olhos piedosos", "Se neles posso achar a piedade / Que entre peitos humanos não achei.",
"Mova-te a
piedade sua e minha,""Contra ua dama, ó peitos carniceiros, /Feros vos amostrais e cavaleiros?", "Tais contra Inês os brutos matadores", "Se encarniçavam, férvidos e irosos".


- Presença do destino e da fatalidade que dominam as personagens inocentes;
"(Que desta sorte o quis)" , "...e seu destino....", "Pois te não move a culpa que não tinha." "...se to assi merece esta inocência,".

- O narrador substitui um coro que vai comentando os acontecimentos trágicos.
"(Que desta sorte o quis)", "Contra ua dama, ó peitos carniceiros, Feros vos amostrais e cavaleiros?"

Estrutura do Episódio Lírico

O Episódio apresenta uma estrutura que é composta por uma
Introdução, (III, 118-9); os Antecedentes (.as memórias de alegria., est. 120-22); a
Ação Central . a morte de Inês (est. 123-132) e Considerações finais (est. 133-135).

1. A Introdução contém:
* anúncio do episódio, .o caso triste e dino de memória. (118)
a responsabilização do Amor . força trágica e fatal . .Tu só tu, puro
Amor com força crua/ (...) Deste causa à molesta morte sua..

2. O Acontecimento:
* as .memórias de alegria.
* o .engano de alma, ledo e cego., de Inês (120)
* o amor recíproco (121)
* um oponente e um destinador . .o velho pai sesudo. (122)
o dia fatal (124-132); - Inês junto ao Rei (124-125); - Discurso de Inês
(126-129); - Piedade do Rei; contraste entre os .horríficos algozes. (130).

3. O desenlace . A Morte de Inês (132).