4- Narrador: Vasco da Gama(subjectivo e omnisciente)
5- Causas da Guerra: “Uns leva a defensão da própria terra, Outros as esperança de ganhá-la.” “Outros a sede dura vão culpando Do peito cobiçoso e sitibundo, Que, por tomar o alheio…”
6- Consequências da guerra: “Encobrem no profundo peito a dor Da morte, da fazenda despendida, Da mágoa, da desonra e triste nojo De ver outrem triunfar de seu despojo” “Que, por tomar o alheio, o miserando Povo aventura às penas do Profundo, …” “Deixando tantas mães, tantas esposas, Sem filhos, sem maridos, desditosas.”
Está Vasco da Gama a contar a História de Portugal ao Rei de Melinde, referindo a morte de D. Fernando e respectivas consequências, e referindo também D. João, Mestre de Avis, e toda a sua história de nomeação a Regedor e Defensor do Reino. Dá desenlace à batalha contra Castela que se travou em 14 de Agosto de 1383. O Rei de Castela invade Portugal, e poucos eram os que queriam combater pela Pátria. Mas os que estavam dispostos a defender o seu Reino, onde se destacava Nuno Álvares Pereira, iriam defendê-lo com a convicção da vitória, pois o país vizinho tinha enfraquecido bastante no reinado de D. Fernando e D. João I era garantia de valor e sucesso e nunca Portugal tinha saído derrotado dos combates contra os Castelhanos. No início desta batalha, o som da trombeta castelhana causa efeitos não só nos guerreiros, como nas mães, que apertam os filhos ao peito, e também na natureza: o Guadiana, o Alentejo, o Tejo ficam assustados! Na descrição da batalha, destacam-se as actuações de Nuno Álvares Pereira e de D. João, Mestre de Avis; salienta-se também o facto dos irmãos de Nuno combaterem contra a própria Pátria, acabando por morrer numa batalha em que foram traidores de Portugal. No final, Camões refere o desânimo e a fuga dos Castelhanos, que novamente foram derrotados pelos lusitanos.