Mostrando postagens com marcador Os Lusíadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Os Lusíadas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Síntese do episódio da Batalha de Aljubarrota

1- Tipo de episódio: Bélico


2- Canto: IV


3- Plano: História de Portugal


4- Narrador: Vasco da Gama (subjectivo e omnisciente)


5- Causas da Guerra:
“Uns leva a defensão da própria terra,
Outros as esperança de ganhá-la.”
“Outros a sede dura vão culpando
Do peito cobiçoso e sitibundo,
Que, por tomar o alheio…”




6- Consequências da guerra:
“Encobrem no profundo peito a dor
Da morte, da fazenda despendida,
Da mágoa, da desonra e triste nojo
De ver outrem triunfar de seu despojo”
“Que, por tomar o alheio, o miserando
Povo aventura às penas do Profundo, …”
“Deixando tantas mães, tantas esposas,
Sem filhos, sem maridos, desditosas.”



Trabalho realizado por Samuel e Nuno do 9º B

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Síntese do episódio de Inês de Castro

1- Tipo de episodio: Lírico
2- Canto: III
3- Plano: História de Portugal
4- Narrador: Vasco da Gama (omnisciente e subjectivo)
5- Argumentos de Inês:
a) Oposição entre a crueldade dos homens e piedade dos animais selvagens pelas crianças (126);
b) Não é humano matar uma donzela inocente (127);
c) Invocação da sua fraqueza da sua inocência e da orfandade dos seus filhos (127);
d) Pedido de clemência (128);
e) Sugestão de exílio na Cítia ou na Líbia ou entre os leões e tigres (129);
6- Evolução psicológica de D. Afonso IV:
1º Determina matar Inês, por causa do murmurar do povo e do filho que não se queria casar com outra (122-123);
2º Fica com piedade, porque viu Inês com as crianças (124);
3º O Rei é persuadido pelo povo com falsas e ferozes razões (124);
4º Queria perdoar-lhe por causa do seu discurso (130);
5º O povo convence o Rei a matá-la, porque assim estava destinado (130);
7- Características da tragédia clássica presentes no episodio de Inês:
a) Personagens de alta estirpe social – “Depois de ser morta foi rainha”
b) Presença de sentimentos de piedade e horror:
“Já movido a piedade”;“horríficos algozes”;“ brutos matadores”;”férvidos e irosos”; "olhos piedosos”.
c) Presença do destino que castiga personagens inocentes: - “Que a fortuna não deixa durar muito…”;”E o seu destino (que desta sorte o quis)”
d) Existência de um ponto culminante
Decisão de matar e morte de Inês (130-132)
e) Existência de um coro que vai comentando as partes mais trágicas.
Comentários do narrador:
“contra uma dama, ó peitos carniceiros, Feros vos amostrais e cavaleiros?”

Trabalho elaborado por:
Samuel Leite - 9º B

sábado, 21 de abril de 2007

Síntese do Episódio do Consílio dos Deuses



1. Tipo de Episódio: Mitológico

2. Planos:Viagem (19, 42-44); Mitológico (20-41)

3. Narrador- Camões, não participante (heterodiegético)

4. Canto- I

5. Argumentos dos Deuses:


Júpiter


Passado: Ficaram famosos na luta contra os Romanos;
Portugueses venceram os Mouros e os Castelhanos

Presente: Os Portugueses enfrentaram o desconhecido e frágeis embarcações
Futuro: Estão destinados a governar o Oriente durante muito tempo;

Baco- Tinha medo de perder a fama que tinha no oriente, se os portugueses lá chegassem;
Vénus- Considerava os portugueses semelhantes aos Romanos: pelos fortes corações, por terem conquistado o norte de África e pela língua ser idêntica à Latina; pensava que os portugueses se chegassem à Índia a iriam venerar;
Marte- Porque estava a apoiar o seu grande amor (Vénus) e
porque achava os portugueses iguais aos Romanos

Trabalho efectuado por: Diogo Ribeiro, João Pinto, Miguel Pinto
9ºB


sexta-feira, 30 de março de 2007

Simbologia do Adamastor







Geograficamente, simboliza o Cabo das Tormentas (posteriormente, chamado da Boa Esperança); Simbolicamente, representa os perigos que os portugueses tiveram de enfrentar nas suas viagens; Mitologicamente, simboliza a frustração amorosa por um amor não correspondido e o castigo por enfrentar os deuses.


segunda-feira, 26 de março de 2007

Luís Vaz de Camões



Inês de Castro






http://pt.wikipedia.org/wiki/Inês_de_Castro
http://www.vidaslusofonas.pt/inesdecastro.htm
http://www.cartografia.eng.br/sandraperes/academico/inescastro.php
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=511



http://www.hotel-dona-ines.pt/Geral/Historia.html



http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/artigo?cod=5_31



http://www.portugalvirtual.pt/_lodging/costadeprata/quinta.das.lagrimas/pthistory.html



http://estagioesdica.no.sapo.pt/estagio.htm



http://oslusiadas.no.sapo.pt/episodio8.html




Inês de Castro é uma figura da história de Portugal tomada inúmeras vezes como tema de várias obras literárias, não só na literatura nacional, como também na de outros países.
A Inês de Castro histórica era filha de um fidalgo galego, D. Pedro Fernandes de Castro. Foi uma das damas que acompanharam D. Constança quando esta veio para Portugal para casar com D. Pedro, futuro D. Pedro I, filho de D. Afonso IV. Este apaixonou-se por D. Inês, de quem teve filhos, e, segundo algumas fontes, declarou ter casado com ela, secretamente, já após a morte de D. Constança.
O amor de D. Pedro e D. Inês suscitou forte oposição por motivos de ordem política. Temia-se que D. Fernando (filho de D. Pedro e D. Constança) fosse afastado do trono, tornando-se herdeiros da coroa os filhos de D. Inês. Por esse motivo, D. Afonso IV, pressionado pelos seus conselheiros, mandou executar Inês.
Esta história de amor trágico tem sido tema de obras teatrais, narrativas e líricas que abordam, em maior ou menor grau, quer o fundo psicológico de Inês, quer o conflito de que ela é centro. Como fonte mais próxima dos acontecimentos, os escritores que a ela se referiram tinham as crónicas de Fernão Lopes e Rui de Pina, entre outros.
A primeira aparição dos amores de D. Inês na literatura dá-se com as Trovas à Morte de Inês de Castro, de Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral de 1516. Nelas, Inês, no Inferno, lamenta a tristeza da sua sorte, advertindo as mulheres para os perigos do amor. No entanto, é com Os Lusíadas, de Luís de Camões, que se constitui o mais influente fundo lírico do episódio de D. Inês de Castro, a «linda Inês», tal como surge no canto III. Muitas das referências a espaços, como os campos do Mondego, e à figura dos carrascos surgem pela primeira vez neste poema, como parte integrante da história nacional. A influência da obra de Camões, em geral, na literatura portuguesa, contribuíu em muito para firmar Inês de Castro como uma das suas personagens mais férteis. Em 1587, era editada A Castro, a primeira tragédia clássica portuguesa, que, como tema nacional, aproveitava precisamente os amores de D. Inês, dando particular atenção ao conflito interior de D. Afonso IV, nas suas hesitações quanto à sorte a dar à mulher do seu filho.
Ao longo dos séculos, a história de D. Pedro e D. Inês foi sendo enriquecida com inúmeros outros pormenores, dentro e fora de Portugal. O espanhol Jeronimo Bermudez escreveu a Nise Lacrimosa. No século XVII, a união com Espanha proporcionou um maior contacto cultural entre os dois países. Escritores portugueses escreveram também sobre o tema em castelhano, como foi o caso de D. Francisco Manuel de Melo, com os Sonetos a la Muerte de D. Inês de Castro. No século XVIII, Inês de Castro (1723), do francês Houdar de la Motte, celebrizou a história de Inês em toda a Europa, acentuando os aspectos sentimentais.
Em Portugal, os amores de D. Inês popularizaram-se, não só na literatura erudita (com os árcades Manuel de Figueiredo e Reis Quita), mas também entre o povo, com o teatro de cordel. Também Bocage lhe dedicou uma cantata.
Com o Romantismo, aumentou o interesse pelos factos históricos associados ao episódio. Alexandre Herculano e Oliveira Martins, entre outros, procuraram investigar, com algum rigor, as pessoas e factos históricos. No entanto, o fundo sentimental dos amores trágicos do par destes amantes respondia também ao gosto do público, quer pelo seu fatalismo, quer pelo conflito, que opunha o indivíduo à sociedade (corporizada no Estado e em Afonso IV), quer pela sua localização na época medieval. O historicismo que caracteriza este período reflecte-se, pois, na literatura então escrita sobre o tema, e nomeadamente nos dramas históricos de Henrique Lopes de Mendonça (A Morta) e António Patrício (Pedro, O Cru), sendo de notar uma crescente atenção à figura de D. Pedro.
Após o Romantismo, o tema persistiu vivamente numa literatura de carácter nacionalista e saudosista, explorando aspectos da lenda, persistindo em todo o século XX. Mais recentemente, podem indicar-se exemplos como os dos poetas Ruy Belo, Miguel Torga ou Natália Correia. Mesmo a nível internacional, e já no século XX, alguns escritores têm recorrido a Inês de Castro como tema das suas obras. Disso é exemplo o escritor existencialista francês Henri de Montherlant, com La Reine Morte.
Enquanto personagem, Inês de Castro tem assumido características diferentes de acordo com o autor e a época em que os textos são produzidos. A universalidade e intemporalidade do tema do amor puro (que sobrevive à morte, no caso de D. Pedro; um dos aspectos fecundos da lenda é o da coroação de Inês, já morta, por D. Pedro, e o da vingança cruel do rei, que persegue e executa barbaramente os seus carrascos), a tragédia da morte inocente face à mesquinhez dos interesses humanos, têm garantido à figura de D. Inês uma resistência ao tempo e possibilitado uma actualização permanente, em termos estéticos, dos meios de contar a sua história. Mais do que uma personagem, Inês, e com ela D. Pedro, é o símbolo do amor inocente e infeliz.
Para uma melhor compreensão do episódio será passado nas aulas o filme "Inês de Portugal" com Heitor Lourenço e Rui de Carvalho.

quarta-feira, 7 de março de 2007

segunda-feira, 5 de março de 2007

Mitologia n` Os Lusíadas

Camões, apesar de ser católico, utiliza a mitologia pagã por quatro razões:

a)obedece a uma regra dos poemas épicos (todas as epopeias a devem utilizar);
b)assegura a unidade interna da acção da epopeia (colocando em oposição humanos e deuses);
c)embeleza a intriga (de outra forma seria um mero relato da viagem);
d)serve para glorificar o povo português, comparando-o aos deuses (valoriza os homens a quem Neptuno e Marte obedeceram).

Júpiter era o deus romano do dia, comumente identificado com o deus grego Zeus, era filho de Saturno e de Reia. À medida que Reia dava à luz, Saturno devorava todos os filhos varões. Júpiter e Juno nasceram do mesmo parto, e Reia, para salvar a vida do filho, apresentou-lhe a filha Juno e, em lugar de Júpiter, deu-lhe uma pedra embrulhada, que Saturno devorou imediatamente. Reia deu Júpiter a criar aos Coribantes, sacerdotes de Cibele, filha do Céu e da Terra, que o levaram para Creta, onde foi amamentado pela cabra Amalteia. Júpiter cresceu e, quando descobriu a sua origem, pediu a Saturno que o aceitasse como herdeiro. Saturno, sabendo então que Júpiter havia nascido para governar todo o Universo, procurou, por todos os meios, contrariá-lo, mas Júpiter expulsou-o do céu e apoderou-se do trono do pai, tornando-se senhor do Céu e da Terra.
Casou com a irmã Juno e fez a partilha do Universo com seus irmãos: reservou para si o céu, deu o império das águas a Neptuno e o império dos infernos a Plutão. Júpiter, como senhor absoluto, representa-se sentado sobre uma águia, com um raio na mão. N’ Os Lusíadas também é identificado como Tonante, porque era o deus do trovão.
Vénus era filha do Céu e da Terra. Também se diz que era filha do Mar e que Saturno preparou o seu nascimento, formando-a da espuma das águas. E há ainda quem afirme que era filha de Júpiter e da ninfa Dione, sua concubina. Conta-se que Vénus, logo após o seu nascimento, foi arrebatada para o céu, em grande pompa, pelas deusas Horas, que presidiam às estações, e todos os deuses a acharam tão formosa, que a designaram deusa do amor e cada um deles queria desposá-la. Foi Vulcano que a recebeu por mulher, por ter forjado os raios com que Júpiter combateu os Gigantes, que queriam apoderar-se do céu. Mas Vénus, não podendo suportar o marido pela sua grande fealdade, entregou-se à vida dissoluta e teve muitos amantes, entre os quais Marte, filho de Juno e deus da guerra, de quem teve Cupido. Vulcano, que a surpreendeu com Marte, cercou o lugar com uma rede invisível e convocou todos os deuses para que presenciassem o espectáculo.
Vénus também desposou Anquises, príncipe troiano, de quem teve Eneias, que, já homem, partiu com uma grande armada para a Itália, para aí fundar um novo império. Vénus presidia a todas as festas de prazer e divertimento, sempre acompanhada das três Graças. Representa-se geralmente com Cupido, seu filho, sobre um coche puxado por pombos ou por cisnes.

Marte era o deus romano da guerra, equivalente ao grego Ares. O povo romano considerava-se descendente daquele deus pelo facto de Rómulo ser filho de Réia Sílvia ou Ília, princesa de Alba Longa, e Marte. Filho de Juno e de Júpiter, era considerado o deus da guerra sangrenta, ao contrário de sua irmã Minerva, que representa a guerra justa e diplomática. Os dois irmãos tinham uma rixa, que acabou culminando no frente-a-frente de ambos, na frente das muralhas de Tróia, da qual Marte se saiu perdedor. Marte, apesar de bárbaro e cruel, tinha o amor da deusa Vénus, e com ela teve um filho, Cupido e uma filha mortal, Harmonia.

Cupido, também conhecido como Amor, era o deus equivalente em Roma ao deus grego Eros. Filho de Vénus, e de Marte, andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psique , que era a deusa da alma. Identificado com Eros e também conhecido como Amor, o deus grego do amor, o deus romano Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Segundo a mitologia romana, Cupido era filho de Vénus, (a deusa do amor) e de Marte (o deus da guerra). Logo que nasceu, Júpiter (pai dos deuses), sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vénus a se desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens. Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura semelhante à que usava Marte, (o deus da guerra), talvez para assim sugerir paralelos irónicos entre a guerra e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vénus.


Vulcano, deus do fogo, era filho de Júpiter e de Juno. Como era extremamente feio, Júpiter lançou-o para fora do céu; foi cair na Ilha de Lemnos, quebrou uma perna e ficou coxo. Desposou Vénus, que não o pôde suportar, por causa da sua fealdade e lhe foi muitas vezes infiel. Vulcano fabricava raios para Júpiter, que com eles ficou vitorioso na luta contra os Gigantes, que queriam apoderar-se do céu. Vulcano tinha as suas forjas nas ilhas de Lemnos e Líparo e ainda no interior do monte Etna, na Sicília, onde trabalhavam os Ciclopes, seus oficiais, que tinham um só olho a meio da testa. Vulcano representa-se geralmente acompanhado por Vénus, como figura central; às vezes acompanhado de Vénus, sendo ele a figura principal.

Baco era o filho do deus olímpico Zeus e da mortal Sémele. Deus do vinho, representava seu poder embriagador, suas influências benéficas e sociais. Promotor da civilização, legislador e amante da paz. Líber é seu nome latino e Dioniso é seu equivalente grego.
Juno, sempre preocupada e agastada contra as numerosas concubinas de Júpiter, seu marido, aconselhou Sémele, quando esta estava grávida, a pedir a Júpiter que se lhe mostrasse em todo o seu esplendor, ao que ele acedeu com dificuldade. A majestade do deus desencadeou fogo no palácio, e Sémele morreu nas chamas. Com receio de que Baco, que Sémele trazia no ventre, viesse também a morrer queimado, Júpiter recolheu-o numa coxa até ao tempo do seu nascimento. Foi então confiado secretamente a Ino, tia de Júpiter, que o criou com o auxílio das Horas e das ninfas. Quando chegou a homem, Baco conquistou as Índias e passou depois para o Egipto, onde ensinou a agricultura aos homens e deu início à plantação da vinha. Salvou-se sempre das perseguições contínuas de Juno e transformou-se em leão para devorar os Gigantes que ameaçavam Júpiter e o céu. Depois da vitória sobre os Gigantes ficou a ser o deus mais poderoso, a seguir a Júpiter. Baco representa-se, geralmente, sobre um coche puxado por tigres, linces ou panteras, às vezes com uma taça em uma das mãos e na outra um tirso, do qual se servia muitas vezes para fazer brotar fontes de vinho.

Em Roma, Diana (a Artemis grega) era a deusa da lua e da caça, filha de Júpiter e de Latona, e irmã mais velha de Apolo. Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era homenageada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Apolo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Ártemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.

Adamastor foi o mítico gigante baseado na mitologia greco-romana, referido por Luís de Camões n'Os Lusíadas, que representava as forças da natureza contra Vasco da Gama sob a forma de uma tempestade ameaçando a ruína daquele que tentasse dobrar o Cabo da Boa Esperança e penetrasse no Oceano Índico, os alegados domínios de Adamastor. O Adamastor tem, não só o papel de reforçar o positivismo da viagem, assim como o Velho também; e de enfatizar o "mais que humano feito", referido na proposição. Realçando a coragem do Herói, individual ou colectivo, que enfrenta, apesar do medo, desafios mais que do poder do Homem, porque o herói renega a sua emoção, segue a ordem de el-rei. Mais à frente o narrador mostra-nos como este grande gigante tem uma fraqueza, um amor impossivel, mostrando que até o mais poderoso ser padece dessa doença benigna, que é o amor.

•Neptuno era um deus romano do mar, inspirado na figura grega Posídon. Filho do deus Saturno e irmão de Júpiter e de Plutão. Originariamente era o deus das fontes e das correntes de água.

•Na mitologia grega, as Nereidas eram as cinquenta filhas (ou cem, segundo outros relatos) de Nereu e de Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu.
Nereu, um deus marinho mais antigo que Neptuno, filho de Oceanus, era descrito como um velho pacato, justo, benévolo e sábio que representava a calma e serenidade do mar. As Nereidas eram veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros em perigo. Por sua beleza, as Nereidas também costumavam dominar os corações dos homens.
São representadas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas. Caminham sobre golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral. Algumas vezes representam-nas meio mulheres meio peixes. O unico relato onde elas prejudicam os mortais,consta do mito de Andromeda. Segundo o mito, elas exigiram o sacrificio de Andromeda como puniçao pelo fato de Cassiopeia,mae da jovem, ter alegado ser mais bela que as Nereidas.


Clio foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine.
Era a musa da história e da criatividade, aquela que divulgava e celebrava realizações. É representada como uma jovem coroada de louros, trazendo na mão direita uma trombeta e, na esquerda, um livro intitulado "Thucydide". Outras representações suas apresentam-na segurando um rolo de pergaminho e uma pena, atributos que, às vezes, também acompanham Calíope. Clio é considerada a inventora da guitarra.


•As Tágides são as ninfas do Tejo a quem Camões pede inspiração para compor a sua obra Os Lusíadas.

http://educom2.sce.fct.unl.pt/proj/por-mares/mitologia_romana.htm